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Olhos de Águia
Detalhes que fazem a diferença na hora de comprar um carro
Fonte: Revista Quatro Rodas

Vistoriadores de seguradoras dão as dicas para descobrir os defeitos num carro usado que escapam à primeira vista

Para um bom vistoriador de seguradora, uma rápida olhada é suficiente para saber se um carro já foi batido. São eles que vasculham o automóvel de ponta a ponta para se certificar de que o veículo está com tudo em ordem, apto a ser segurado. A revista Quatro Rodas conversou com alguns vistoriadores da Sul América e Porto Seguro, que revelaram alguns segredos da profissão que vão ajudá-lo na compra de um carro usado.

Uma simples inspeção visual pode muitas vezes denunciar uma repintura malfeita ou uma carroceria batida.

Garantia de Origem

A confirmação da procedência é o item mais importante na vistoria das seguradoras, para saber se o carro não é roubado ou clonado. A simples checagem do número do chassi no monobloco com o do documento já ajuda bastante. Outra dica é pegar o número do Renavam e placa e acessar o site do Denatran (www.denatran.gov.br). No link Consultas On-Line, você terá acesso ao número correto do chassi, cor, ano, modelo, multas e IPVA pendentes, e se há registros como furto, perda total ou alienação pelo banco. O único defeito é que nos horários de pico o sistema pode estar fora do ar.

Os detalhes que fazem diferença

1 Olhando o carro de frente, encoste o rosto no pára-lama e analise a lateral. Esse recurso é eficiente para descobrir diferenças de textura na tinta, desalinhamento das portas ou pequenos amassados na chapa.

2 Nos carros há três etiquetas destrutíveis: no motor, na coluna central e no assoalho. Quando há reparo numa dessas regiões, a etiqueta pode sumir. A ausência pode indicar que essas regiões foram pintadas.

3 Ao comprar um carro com airbag, gire a chave e olhe no quadro de instrumentos. A luz do airbag deve se acender por alguns segundos e depois se apagar, indicando que o sistema está em ordem. Se não acender, há algo errado. Há casos em que o dono bate, repara o painel, desliga a luz no painel e não instala um novo airbag.

4 Hoje até os hodômetros digitais podem ser adulterados. Cheque o pedal de freio. Se estiver nitidamente desgastado, é porque deve ter mais de 60.000 ou 70.000 quilômetros. Outra dica é ver se o volante e a alavanca estão muito lisos, sem a rugosidade do plástico. Mas a regra não vale para peças forradas de couro, que apresenta desgaste mais acelerado que o plástico.

5 Nos cintos de segurança, há uma etiqueta com o ano de fabricação. Quando o ano do documento não bate com o da etiqueta, atenção. Pode ser roubado.

6 No teto há três borrachas que denunciam uma nova pintura: na junção entre pára-brisa e capota e as que escondem a emenda do teto com as laterais. Levante um pedacinho e veja ou apenas passe o dedo por baixo da borracha. A diferença de tonalidade e o “degrau” entre a tinta nova e a tinta antiga vão revelar que a lataria já foi pintada.

7 Retire as borrachas dos batentes das portas, que são apenas encaixadas. Você encontrará os pontos de solda originais de fábrica. A distância entre eles varia entre 5 e 10 centímetros. Se não houver ou faltarem pontos numa área da chapa, indica que a lataria foi reparada. Tem oficina que até cola as borrachas para esconder o concerto.

8 Confira se os números do chassi gravados nos vidros batem com os do carro e do documento. Há falsificadores que não remarcam os vidros, pois ninguém se lembra de checá-los. Confira se o desenho das letras é igual em todas as marcações. Dificilmente as empresas de gravação conseguem reproduzir o mesmo padrão num novo vidro.

9 Passe o dedo no vão das portas. A distância tem de ser a mesma em toda a extensão e em todas as portas. Se um lado tiver espaçamento menor que outro, o carro pode ter sido batido e mal desamassado. Pode até ter problemas de alinhamento.

10 Minúsculos pontos de tinta em lanternas, faróis, grades e pára-choques denunciam uma repintura. Há oficinas que, em vez de desmontar a lataria, apenas empapelam essas peças para ganhar tempo.

11 Levante o estepe, quando estiver no porta-malas. Se a caixa de estepe estiver oval ou amassada, poder ter sido mal consertada após uma batida na traseira. Se estiver enferrujada, é má conservação.

12 Cuidado com placas de outros estados. Podem maquiar um carro clonado ou ao menos esconder um longo currículo de multas. O ideal é conferir se as três letras correspondem ao estado. Você pode ver a lista completa de letras no site da Quatro Rodas em www.quatro-rodas.com.br.

13 Escapamento tem de estar preto de fuligem. Se estiver melado de óleo, é porque o motor precisa de conserto.

Observe Também:

Nunca compre carro em dia de chuva: as gotas d’água escondem as imperfeições de lataria ou pintura. E evite inspecionar a carroceria no sol do meio-dia ou no fim da tarde, o que dificulta a avaliação.

Peça para ir a um posto de gasolina. Por menos de 5 reais, o frentista põe o automóvel num elevador hidráulico, permitindo uma checagem da parte inferior. É hora de procurar marcas de solda no monobloco, um escapamento enferrujado ou vazamentos de óleo.

Você pode também levar o veículo a um mecânico de sua confiança para uma análise mais profunda. Para a sua segurança e maior conforto na compra do seu carro, a Santos Centro Automotivo terá o maior prazer em ajudá-lo.
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